sexta-feira, 6 de julho de 2012

O que é a ciência?


O que é a ciência?

Paul Davies

A ciência tem de envolver mais do que a mera catalogação de factos e do que a descoberta, através da tentativa e erro, de maneiras de proceder que funcionam. O que é crucial na verdadeira ciência é o facto de envolver a descoberta de princípios que subjazem e conectam os fenómenos naturais.
Apesar de que concordar completamente que devemos respeitar a visão do mundo de povos indígenas não europeus, não penso que coisas como a astronomia maia, a acupunctura chinesa, etc., obedeçam à minha definição. O sistema ptolemaico de epiciclos alcançou uma precisão razoável ao descrever o movimento dos corpos celestes, mas não havia qualquer teoria propriamente dita subjacente ao sistema. A mecânica newtoniana, pelo contrário, não apenas descrevia os movimentos dos planetas de modo mais simples, conectava o movimento da Lua com a queda da maçã. Isto é verdadeira ciência, pois revela coisas que não podemos saber de nenhuma outra maneira.
Terá a astronomia maia ou a acupunctura chinesa alguma vez conduzido a uma previsão que não tenha falhado nem seja trivial e que tenha conduzido a novos conhecimentos sobre o mundo? Muitas pessoas tropeçaram no facto de que certas coisas funcionam, mas a verdadeira ciência consiste em saber por que razão as coisas funcionam. Tenho uma atitude de abertura em relação à acupunctura, mas se tal coisa funcionar, apostaria muito mais numa explicação baseada em impulsos nervosos do que em misteriosas correntes de energia cuja realidade física nunca foi demonstrada.
Por que razão nasceu a ciência na Europa? Na época de Galileu e Newton a China era muito mais avançada tecnologicamente. Contudo, a tecnologia chinesa (como a dos aborígenes australianos) foi alcançada por tentativa e erro, refinados ao longo de muitas gerações. O boomerang não foi inventado partindo da compreensão dos princípios da hidrodinâmica para depois conceber um instrumento. A bússola (descoberta pelos chineses) não envolveu a formulação dos princípios do magnetismo. Estes princípios emergiram da (verdadeira, segundo a minha definição) cultura científica da Europa. Claro que, historicamente, surgiu também alguma ciência de descobertas acidentais que só mais tarde foram compreendidas. Mas os exemplos mais óbvios da verdadeira ciência — tais como as ondas de rádio, a energia nuclear, o computador, a engenharia genética — emergiram, todos eles, da aplicação de uma compreensão teórica profunda que já existia — muitas vezes há muito tempo — antes da tecnologia que se procurava.
As razões que determinaram que tenha sido a Europa a dar à luz a ciência são complexas, mas têm certamente muito a ver com a filosofia grega e a sua noção de que os seres humanos podiam alcançar uma compreensão do modo como o mundo funciona por intermédio do pensamento racional, e com as três religiões monoteístas — o judaísmo, o cristianismo e o islamismo — e a sua noção de uma ordem na natureza, ordem essa que era real, legiforme, criada e imposta por um Grande Arquitecto.
Apesar de a ciência ter começado na Europa, é universal e está agora à disposição de todas as culturas. Podemos continuar a dar valor aos sistemas de crenças das outras culturas, ao mesmo tempo que reconhecemos que o conhecimento científico é algo de especial que transcende a cultura.

Tradução de Desidério Murcho

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Recomeçando


Como podem perceber meu blog ficou sem movimentação em um grande período isso se deve a vários motivos, um deles é que por desmotivação e falta de interesse. Nunca tinha tido um blog antes e não sabia o que escrever, não tendo assim, interesse de dinamizar o espaço. Estive até pouco tempo, não sei se ainda estou desmotivada em fazer as atividades acadêmicas, acho que isso se deve a vários fatores que levam a um fator central, que foi o acidente que me envolvi em 2010, tendo sido muito traumático, fiquei um pouco deslocado no curso quando voltei à vida acadêmica, mais enfim, o que é realmente importante é que estou decidida a continuar cursando e me dedicar ao Maximo.

          No semestre anterior, no qual eu não concluir a disciplina, aprendi muitas coisas, mais o que mais me chamou atenção foram às citações bibliográficas, a partir de então presto mais atenção como os autores as fazem, assim aprendo as técnicas usadas, outro assunto que também me chamou muita atenção foram as técnicas de fechamento e resumo como método de aprendizado, nunca tendo os utilizado, achei duas ótima maneira de assimilar e armazenar os assuntos, não precisando ler todo o texto sempre que precisar tirar duvidas sobre o tema desejado.                             

          Sobre o projeto de pesquisa não tiver nenhum avanço, sendo bom ressaltar que foi justamente esse o ponto onde eu fiquei presa no semestre passado e não conseguir progredir, ainda estou sem definir o tema para pesquisar, tenho apenas o assunto que quero abordar, gostaria de escrever sobre o desenvolvimento das micros empresas familiar voltadas para o varejo da cidade de Vitoria da Conquista comoreflexo do crescimento econômico entre 2000 à 2012.
          Atualmente comecei a leitura do livro Metodologia do Trabalho Cientifico de Antonio Joaquim Severiano, espero entender como se dá o processo de costrução de um projeto acadêmico.